Profissionais desmotivados, empresa que não cresce

O segredo para virar o jogo? Invista em FELICIDADE!

Artigos
14 de Maio
0
comentários

Alexandre Slivnik

 

A crença de que existe o profissional de segunda a sexta e de que a felicidade está nos momentos que sobram, pode gerar procrastinação, baixa produtividade e apatia. Isso é comum em todas as áreas do mercado atual.

Existem organizações que procuram motivar seus colaboradores apenas com bônus e altos salários e julgam que eles entregarão a vida pessoal de bandeja por isso. Pior ainda, oferecem dinheiro enquanto faltam perspectivas de crescimento, e usam a pressão para fazer com que os colaboradores deem resultado. Essas organizações correm o risco de acompanhar uma epidemia de desmotivação, que gera perda de clientes e baixa lucratividade, sem falar que a saída de talentos é um prejuízo em si.

Você contrata alguém, investe em treinamentos, e, depois de um tempo, se o talento não estiver identificado com a missão da empresa, ele sairá, e você terá perdido tempo, dinheiro e, em especial, alguém que poderia ajudar a mudar o rumo da empresa.

Muitas organizações ainda não perceberam que investir na felicidade de seus colaboradores é estratégico. Segundo um estudo publicado pela revista inglesa Management Today, pessoas infelizes são 40% menos produtivas enquanto as felizes são, em geral, mais bem-sucedidas no trabalho e conseguem alcançar o dobro da produtividade.

O turn over, ou a evasão de talentos, também é outra consequência, uma vez que quem tem sede de sucesso e felicidade está saindo das organizações que não os valorizam em busca do próprio caminho. Os colaboradores entendem a importância da felicidade e estão dispostos a correr atrás dela, seja encontrando oportunidades melhores oportunidades, empreendendo ou mudando radicalmente de vida. Adaptar-se a essa nova realidade é fundamental para ser uma organização de sucesso, reconhecendo talentos e investindo de forma constante em diferenciais.

Não estou dizendo que os profissionais estão trocando a remuneração em dinheiro por remuneração em “felicidade”. O que quero deixar claro é que o dinheiro sozinho não basta mais. Na verdade, as pessoas estão querendo tudo ao mesmo tempo, e as organizações que não reagirem a isso ficarão para trás. Os profissionais estão mais exigentes e menos dispostos a deixar a qualidade de vida de lado, põem dar o sangue pela empresa, mas querem também prazer, não pensam em alegria como algo a ser conquistado somente na aposentadoria. Fica com os melhores profissionais quem oferece um caminhão completo do “baú da felicidade” agora.

As pessoas querem trabalhar para alimentar sua sede de crescer, fazer a diferença, dizer que executam algo bem feito e destacar-se profissionalmente. Quando se faz o que se gosta e aquilo que acredita, os ganhos seguem atraídos pela nossa energia. Até mesmo pessoas de grande sucesso, que chegam aos milhões de dólares, podem fracassar e ser infelizes, se o dinheiro for a única coisa que importa. E mais, “ostentar” (palavra da moda) não significa “ser”. Felicidade não é aquilo que se aparenta. Felicidade é aquilo que o move a acordar todo dia e colocar amor no que faz. Quem não está verdadeiramente feliz tem mais dificuldade de fazer o que e preciso com dedicação.

Pessoas felizes produzem mais e se dedicam mais. Por isso, é fundamental que as organizações forneçam um ambiente agradável e acolhedor para seus colaboradores. Portanto, se você lidera um time e ainda não percebeu que a felicidade das pessoas que trabalham para você é importante para garantir os resultados esperados, apresse-se! Você pode estar prestes a perder muito com isso. Talvez ninguém tenha pedido demissão, talvez seus lucros não estejam afetados, mais assim esteja pairando no ar um clima de infelicidade. Essa é uma das maiores ciladas. Talvez as pessoas estejam falando mal da organização pelas costas, mas não saem porque precisam do salário e ainda não tem motivação suficiente para mudar. Ainda não descobriram como encontrar satisfação no trabalho, estão perdidos. E aqui pode estar a sua chance de reverter o jogo!

Profissionais de sucesso não são como hamsters que ficam dando voltas em uma rodinha dentro de uma gaiola. Eles são pessoas livres, autoconfiantes e preparadas para ser feliz. Não adianta tentar prendê-los, pois já conhecem o segredo da fechadura.

 

Este artigo é parte integrante do livro “O Poder de Ser Você”, que está à venda em todas as livrarias.

 

*Alexandre Slivnik é autor do best-seller “O Poder da Atitude”, sócio-diretor do Instituto de Desenvolvimento Profissional (IDEPRO), diretor-executivo da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) e diretor geral do Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento (CBTD).

 

Enviar para um amigo